DIÁLOGO 12 

RECUPERAÇÃO ECONÔMICA | União Europeia - Brasil 

No webinário DIÁLOGOS, a diretora geral da Ação Climática da União Europeia, Yvon Slingenberg, convocou o Brasil para atuar em parceria com a Europa: "Não vou minimizar as nossas divergências, porém estamos prontos para atuar junto com as autoridades do país para chegarmos a acordos importantes e necessários para a sustentabilidade global."

A Embaixada da Alemanha e o Instituto Clima e Sociedade (ICS) promoveram hoje, dia 10 de junho de 2020, a 12a edição do ciclo de seminários Diálogos Futuro Sustentável. Com aproximadamente 500 participantes, entre autoridades, especialistas, economistas, técnicos e jornalistas, o painel Mudanças Climáticas e Recuperação Econômica reuniu Yvon Slingenberg, diretora geral da Ação Climática da Comissão Europeia; a economista Camila Gramkow, oficial de Assuntos de Econômicos da CEPAL - Comissão Econômica para América Latina e Caribe, da ONU; e Gustavo Fontenelle, que está à frente da divisão de Economia Verde da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, do Ministério da Economia.

Co-realização

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   CONFERÊNCIA INTERNACIONAL PROMOVEU DEBATE SOBRE O NOVO PACOTE ECONÔMICO VERDE DA UNIÃO EUROPEIA E POSSIBILIDADES PARA O BRASIL

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“Estamos muito ansiosos em apoiar o Brasil para que o país possa desfrutar das vantagens de um futuro neutro de emissões. Não vou minimizar as nossas divergências, porém, estamos prontos para atuar junto com as autoridades do país para chegarmos a acordos importantes e necessários para a sustentabilidade global”

Yvon Slingenberg

Diretora geral da Ação Climática da Comissão Europeia

Em um debate propositivo no qual a urgência de ações globais foi unanimidade, o evento promoveu uma reflexão com base nas políticas adotadas pela União Europeia com o novo pacote econômico verde lançado no dia 27 de maio e com medidas sugeridas pelo CEPAL com o Big Push. No âmbito brasileiro, foram exemplificadas medidas que o governo já coloca em prática quando o assunto é sustentabilidade, sob a perspectiva da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação. Coordenador de Economia Verde da secretaria, que é ligada ao Ministério da Economia, Gustavo Fontenelle afirma que o governo está aberto para negociações e projetos em conjunto com outros paises para conseguir uma recuperação verde viável no momento.

“Para nós, está mais do que claro que o desenvolvimento sustentável é o unico modo de continuar. Sustentabilidade e competitividade são a nossa missão. No entanto, devido a restrições orçamentárias, a recuperação verde no Brasil é limitada em comparação ao Green New Deal. O Brasil é um país grande e diversificado e há muitos desafios para superar. Existe uma necessidade urgente de implementar as melhores práticas ambientais, sociais e de governança no país.”

Gustavo Fontenelle

Divisão de Economia Verde da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, do Ministério da Economia

Além disso, Gustavo Fontenelle afirma que já foi apresentado um projeto para a Euroclima+ para ajudar o Ministério da Economia a quantificar os benefícios e impactos da sustentabilidade.  “Contatamos a Delegação da União Européia no Brasil e apresentamos um projeto. Também solicitamos assistência ao Instituto Mundial de Recursos para fornecer as ‘lentes econômicas’ adequadas para auxiliar a Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação na avaliação da economia verde brasileira. Entendemos que, sem medir adequadamente a dimensão econômica das mudanças climáticas e da sustentabilidade no Brasil, haverá restrições para priorizar a agenda de mudanças climáticas e para definir as melhores políticas e ações.”

Camila Gramkow, oficial de Assuntos de Econômicos da CEPAL - Comissão Econômica para América Latina e Caribe, da ONU, alertou que “a falta de ação e de um plano estratégico firmes quando o assunto é a mudança climática vai gerar um custo entre 5 a 25% do PIB anual dos países.” Ou seja, a economista afirma que é importante se implementar agora medidas para resolver problemas que tendem a aumentar muito no futuro.

Já Yvon Slingenberg falou sobre o assunto e demonstrou que a União Europeia está atenta a atual situação da biodiversidade do pais, “lidar com o desmatamento é essencial não só para o Brasil, como para a União Europeia e para o mundo. Reconhecemos e respeitamos a soberania do Brasil, mas a UE também está atenta e queremos atuar na prevenção do desmatamento. Temos que nos preocupar com o mundo que ainda vamos viver nas próximas décadas e que vamos deixar para os nossos filhos e gerações futuras e, para isso, temos que unir esforços.” E acrescenta, “esperamos que o plano de recuperação econômica do Brasil pós COVID19 seja um passo para frente e não um passo para trás. Por isso, esperamos que o Brasil tome medidas assertivas e firmes contra a ameaça existencial que se coloca como o desmatamento da Amazônia, uma das principais causas dos problemas globais”.

 

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